sábado, 8 de dezembro de 2012
Não há bela sem demão
Pois ela é assim
Promete os seus lábios
Retocados com rigor de ciência
Maquiavélicos na sua magnificiência
O mundo inteiro que se muna de prudência
Aquele batom serve como advertência
Faces manchadas de cor de pudor
Digna interpretação
De franca modéstia ou sacerdotisa de Vesta?
Veste um espartilho para emoções
Saltos obstinados que repudiam o chão
E carrega uma beleza extenuante no semblante
Mas esgotada a paleta de cores na superfície
(Imitação de algum quadro de Matisse)
Nada sobra para preencher o espírito opaco
E assim permanece aquele vácuo
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Por debaixo da maquilhagem
ResponderEliminarpode estar uma figura maquiavélica
ou apenas o desejo de se mostrar mais forte